
Nada do que se realizou na vida de Cristo se operou sem a ação do divino Espírito Santo, como também nada se opera de útil e de santo na vida dos homens e na própria criação sem a atuação do Santo Espírito de Deus; o santo Espírito de Jesus Cristo.
Batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, todos os cristãos sabem que o nosso único Deus pessoalmente é trinitário. Esta é a fé que embasa a doutrina da Igreja: um só Deus em três Pessoas.
A Pessoa do Pai está constantemente presente na mente, na alma, na vida dos cristãos, e muitíssimas vezes nos dirigimos a Ele em nossas preces e em nossos pensamentos.
A Pessoa do Filho é rememorada toda vez que a alegria nos enche a alma e repleta de felicidade nossas casas, mas com mais frequência nos acode à mente quando a angústia, a dor, o sufoco nos tortura. E Ele que tanto amou e que tanto sofreu enquanto conviveu com os homens ao lado de Maria sua Mãe, trilhando com os homens o mesmo caminho penoso e sofrido, nos acode, nos alenta, nos dá novo ânimo para ir em frente, enquanto prouver a Deus que caminhemos.
E a Pessoa do Espírito Santo está tão frequentemente no nosso pensamento? Não parece, muitas vezes, uma Pessoa desconhecida? Para os ocidentais, no cômputo geral, não parece uma Pessoa muito importante.
Talvez possamos ser muito ativos, fazer muitas coisas, mas se não invocarmos o Espírito Santo que nos aconselhe e abra nossa inteligência para chegar à melhor forma de fazê-las, será o mesmo que socorrer as necessidades dos nossos e dos outros por comiseração, por filantropia, por piedade, mas sem Amor, e isso ofende.






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