Estrasburgo, França, 6 outubro-2008 (Ortodoxia.org) – Destacada e de alto impacto foi a intervenção de Sua Santidade Bartolomeu I, Arcebispo de Constantinopla, Nova Roma e Patriarca Ecumênico, no Parlamento Europeu. Em 24 de setembro último, depois do convite oficial do Parlamento Europeu, liderado pelo seu presidente Hans-Gert Pöttering, o Patriarca Bartolomeu I confirmou a cooperação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla no que diz respeito a «necessidade de diálogo entre as religiões e as culturas para construir uma ecumene de paz», e da importância de se garantir os direitos das minorias. Manifestando-se «contrário a qualquer guerra e a todas as formas de violência e de intolerância», o Patriarca disse que o «projeto europeu é a base da convivência pacífica dos estados, antes em guerra uns com os outros». Sr. Hans-Gert Pöttering destacou os valores que fundamentam a União Européia (UE), dos quais, o mais importante é a dignidade humana, que está estreitamente ligada à liberdade religiosa. Tomando a palavra, o Patriarca Ecumênico lembrou que «hoje possuímos todos os meios tecnológicos para transcender o horizonte da nossa própria cultura», embora «assistamos ainda os efeitos da terrível fragmentação humana». A este respeito, falou do fundamentalismo e do nacionalismo extremista, que muitas vezes são terreno fértil para atrocidades, que se contrapõe ao diálogo intercultural como raiz do significado de «ser humano». Na ausência de tal diálogo, acrescentou, «as diferenças na família humana são reduzidas a uma conversão do outro em ‘objeto’ e levam a abusos, conflitos e perseguições, ou seja, a um suicídio humano em grande escala». Bartolomeu I afirmou que, «se o diálogo deve ser mais do que um mero intercâmbio cultural, isto requer uma profunda compreensão da interdependência entre cada indivíduo e os demais». O patriarca manifestou a necessidade de se respeitar os direitos das minorias contra as políticas de exclusão e de repressão. O «primus inter pares» do mundo ortodoxo mostrou-se a favor da adesão da Turquia à União Européia, recordando, ao mesmo tempo, que esta última «deve promover o diálogo e a tolerância em seu interior» e a «tutela dos direitos fundamentais, dentre os quais está a liberdade religiosa». «Somos todos irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai celestial, e neste magnífico planeta pelo qual todos somos responsáveis, não há lugar mais para as guerras, nem para aqueles que matam os seus semelhantes», concluiu. [ver mais fotos]









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