{"id":7416,"date":"2014-11-30T18:29:35","date_gmt":"2014-11-30T18:29:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ecclesia.com.br\/news\/2013\/?p=7416"},"modified":"2016-03-22T15:20:04","modified_gmt":"2016-03-22T15:20:04","slug":"frente-a-frente-como-irmaos-na-fidelidade-ao-evangelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.ecclesia.org.br\/?p=7416","title":{"rendered":"FRENTE A FRENTE, COMO IRM\u00c3OS, NA FIDELIDADE AO EVANGELHO"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\">Entrevista com Bartolomeu I<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">Mois\u00e9s Sbardelotto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/news.ecclesia.org.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-7417\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-7417 size-medium\" src=\"https:\/\/news.ecclesia.org.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1-300x200.jpg\" alt=\"bartolomeu-&amp;-francisco\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/news.ecclesia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/news.ecclesia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1-768x511.jpg 768w, https:\/\/news.ecclesia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/news.ecclesia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1-83x55.jpg 83w, https:\/\/news.ecclesia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1-60x40.jpg 60w, https:\/\/news.ecclesia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1-120x80.jpg 120w, https:\/\/news.ecclesia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bartolomeu-francisco-1.jpg 1202w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No Fanar, tudo est\u00e1 pronto para a chegada do \u00abBispo irm\u00e3o da Primeira Roma\u00bb. Aqui, na antiga sede do Patriarcado Ecum\u00eanico de Constantinopla, os ru\u00eddos do tr\u00e1fego somem. S\u00f3 a voz do muezim da mesquita ao lado rompe o sil\u00eancio. Nestes muros seculares, rec\u00e9m-restitu\u00eddas pelas restaura\u00e7\u00f5es ao seu formato original, o irm\u00e3o da Igreja do Oriente, Bartolomeu, acolher\u00e1 o Papa Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reportagem \u00e9 de Stefania Falasca, publicada no jornal <em>Avvenire<\/em>, 28-11-2014. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 de Mois\u00e9s Sbardelotto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o que falar\u00e3o? As palavras do Patriarca nos levam direto \u00e0s fontes, \u00ab\u00e0 fonte que ilumina a Igreja\u00bb. Indicam \u00abuma teofania nova na vida da Igreja\u00bb, com lucidez se det\u00eam \u00abno esp\u00edrito mundano\u00bb, \u00abna autoafirma\u00e7\u00e3o\u00bb, como \u00abra\u00edzes \u00faltimas da divis\u00e3o\u00bb e da falta de unidade, revelando o profundo <em>sensus ecclesiae<\/em> que o une ao Bispo de Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 na vig\u00edlia da festa do Ap\u00f3stolo Andr\u00e9 e \u00e9 justamente na comum mem\u00f3ria do <em>Primeiro Chamado<\/em> que o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu marcaram um encontro para olhar juntos para o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis a entrevista:<\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Santidade, depois de Jerusal\u00e9m, qual \u00e9 o sentido deste novo encontro?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sincero abra\u00e7o e o beijo da paz entre aqueles que presidem a sedes de Roma e de Constantinopla indicam a vontade de percorrer a estrada desejada por nosso Senhor Jesus Cristo <em>\u00abut unum sint\u00bb.<\/em> Os nossos antecessores deram in\u00edcio ao di\u00e1logo teol\u00f3gico entre as nossas Igrejas, e os encontros posteriores abrangeram muitos temas que precisavam de uma reavalia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Agora, o nosso amado irm\u00e3o Francisco continua esse gesto que n\u00e3o representa uma forma de cortesia eclesi\u00e1stica, mas \u00e9 muito mais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Abre-se uma nova perspectiva no di\u00e1logo cat\u00f3lico-ortodoxo?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confian\u00e7a \u00edntima que sentimos com o Papa Francisco, desde a sua elei\u00e7\u00e3o, s\u00e3o, sem d\u00favida, um novo propulsor para o caminho rumo \u00e0 unidade. Confian\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 o fruto de um sentimentalismo, mas ades\u00e3o plena \u00e0 mensagem de Cristo, vontade do encontro entre irm\u00e3os para um testemunho comum. A nova perspectiva que o Papa Francisco est\u00e1 dando ao papel do Bispo de Roma, \u00e0 sinodalidade no governo da Igreja s\u00e3o temas caros para o Oriente, que olha com particular especial para esses aspectos. Portanto, este encontro tamb\u00e9m abre uma perspectiva nova no di\u00e1logo cat\u00f3lico-ortodoxo, n\u00e3o mais ligada aos esquemas do passado, mas purificada \u00e0 luz do Evangelho e da Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Passaram-se 960 anos desde o cisma entre Oriente e Ocidente. Quais s\u00e3o, essencialmente, as ra\u00edzes \u00faltimas que ainda fazem com que permane\u00e7a a divis\u00e3o das Igrejas irm\u00e3s?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja dos primeiros s\u00e9culos apoiava o seu ser no an\u00fancio do Logos que se fez carne por amor do homem e na participa\u00e7\u00e3o no seu banquete eucar\u00edstico. Os m\u00e1rtires testemunharam com o sangue essa pureza da mensagem, da Cruz e da Ressurrei\u00e7\u00e3o. O Edito de Mil\u00e3o deu liberdade \u00e0 Igreja. Ela p\u00f4de testemunhar o an\u00fancio com mais vigor e for\u00e7a, empreendeu uma obra de evangeliza\u00e7\u00e3o ainda maior. Mas o Sedutor do mundo tentou e tenta tornar v\u00e3o esse an\u00fancio. A ideia do imp\u00e9rio crist\u00e3o, da <em>Societas Christiana<\/em>, foi muito al\u00e9m do princ\u00edpio bom, para introduzir o esp\u00edrito mundano. E esse esp\u00edrito mundano \u00e9 um processo que afasta da fonte que ilumina a Igreja, Cristo morto e ressuscitado, para produzir uma autoconsci\u00eancia eclesial, que gostaria de brilhar por si s\u00f3. Esse pensamento mundano, que o Papa Francisco chama de \u00abdoen\u00e7a espiritual\u00bb, essa mundanidade, esse pecado espiritual, sem d\u00favida, facilitaram o nascimento das ra\u00edzes da contraposi\u00e7\u00e3o, da autoafirma\u00e7\u00e3o e, portanto, da divis\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>E como se pode remediar isso?<\/strong><\/h3>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a Igreja, como Corpo de Cristo, n\u00e3o pode ser dividida, e nela o Esp\u00edrito Santo age atrav\u00e9s dos grandes mist\u00e9rios de salva\u00e7\u00e3o, deve-se remediar juntos. E o f\u00e1rmaco n\u00e3o \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um Estado de Deus, como \u00e0s vezes foi teorizado por alguns, mas uma <em>metanoia<\/em> profunda de cada homem, uma mudan\u00e7a de mentalidade que produza uma convers\u00e3o sincera ao Deus feito homem, uma teofania nova na vida da Igreja.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>O senhor se referiu \u00e0 Igreja do primeiro mil\u00eanio. O que ela ainda pode sugerir no caminho presente para a unidade dos seus filhos?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como diz\u00edamos, a Igreja antiga est\u00e1 permeada e vive da vital presen\u00e7a de Cristo. Ambr\u00f3sio de Mil\u00e3o nos lembra que \u00aba Igreja n\u00e3o resplandece por luz pr\u00f3pria, mas pela luz de Cristo\u00bb. Para Cirilo de Jerusal\u00e9m, \u00aba Igreja \u00e9 circundada pela luz divina de Cristo, que \u00e9 a \u00fanica luz no reino das almas\u00bb. Na fidelidade a essa luz, a Igreja dos primeiros s\u00e9culos viveu a grandeza dos grandes conc\u00edlios ecum\u00eanicos, respirou a sinergia dos Padres apost\u00f3licos n\u00e3o como uma realidade autorreferencial, mas como uma realidade continuamente edificada pela presen\u00e7a viva de Cristo. As diferen\u00e7as que apareciam no Corpo de Cristo s\u00f3 se tornaram contraposi\u00e7\u00f5es por causa de estrat\u00e9gias humanas estranhas a ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, a Igreja deve se redescobrir para al\u00e9m dos esquemas humanos em que muitas vezes ela se confinou e se reapropriar do caminho de Cristo. Na supera\u00e7\u00e3o de si mesma, ela reencontra o caminho comum para al\u00e9m das barreiras jurisdicionais, teol\u00f3gicas, exeg\u00e9ticas. Nessa perspectiva, o primeiro mil\u00eanio sugere \u00e0 Igreja aquela \u00abvida em Cristo\u00bb que conforma em unidade os seus filhos. O primeiro mil\u00eanio da Igreja viveu profundamente a unidade, enquanto era completamente desconhecida a ideia de uni\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Pode explicar melhor, nessa perspectiva, a diferen\u00e7a entre uni\u00e3o e unidade, e como podem ser superadas as dificuldades relacionais entre as Igrejas?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia de uni\u00e3o surge na Igreja no segundo mil\u00eanio, por causa de uma excessiva centraliza\u00e7\u00e3o do seu ser Igreja, quase em contraposi\u00e7\u00e3o ao seu ser Corpo santificante de Cristo. \u00c9 a prerrogativa humana de um corpo indiferenciado, desprovido dos dons do Esp\u00edrito Santo. A unidade, no entanto, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o de disputas teol\u00f3gicas, mas \u00e9 o <em>modus vivendo<\/em> que nos \u00e9 ofertado pela experi\u00eancia eclesial dos primeiros s\u00e9culos. E redescobrir esse aspecto da unidade, como vivido no primeiro mil\u00eanio de vida da Igreja, pode ajudar as nossas Igrejas a superar hoje as dificuldades relacionais que ainda podem ser encontradas entre elas. A unidade, por isso, n\u00e3o ser\u00e1 o resultado de estrat\u00e9gias humanas, mas a descoberta de sermos companheiros de estrada, fi\u00e9is aos pensamentos e aos sentimentos de Cristo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Mas a unidade dos crist\u00e3os tamb\u00e9m pode ser entendida hoje como alian\u00e7a e luta comum contra um inimigo comum&#8230;<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A unidade dos crist\u00e3os \u00e9 principalmente um dom de Deus, que s\u00f3 podemos atualizar, como dissemos, redescobrindo-nos no seguimento de Cristo. Consequentemente, \u00e9 totalmente evidente que n\u00e3o pode se tratar de uma alian\u00e7a ou de uma batalha comum contra um inimigo comum, segundo a ideologia do mundo. A unidade \u00e9 um ato de fidelidade ao an\u00fancio do Logos de Deus. A ideia do inimigo comum, muitas vezes, \u00e9 citada por aqueles que, nas religi\u00f5es, n\u00e3o veem um ato de amor de Deus pela sua criatura e um ato de fidelidade do fiel a Deus, mas um tipo de sociedade humana que busca manipular o homem criando-lhe um inimigo comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa manipula\u00e7\u00e3o, muitas vezes, criou e cria tamb\u00e9m hoje elementos estranhos \u00e0 vida religiosa, como os tantos fanatismos que percorrem mundo. Sob o aspecto espiritual, ao contr\u00e1rio, a luta contra um inimigo comum \u00e9 justa. Os crist\u00e3os combatem uma luta espiritual contra o inimigo por excel\u00eancia, aquele astutamente dividiu as Igrejas e tenta atrasar a sua unidade. Um testemunho comum contra o Pr\u00edncipe deste mundo, que divide, que governa, que impera muitas vezes \u00e9 um ato de ades\u00e3o ao ensinamento evang\u00e9lico. A voz das Igrejas crist\u00e3s deve ser harm\u00f4nica para poder despertar o homem contempor\u00e2neo de um torpor espiritual que, quando n\u00e3o rejeita a presen\u00e7a e a intimidade com Deus, torna-o um fato meramente cultural e privado ou, em ant\u00edtese, cria a idolatria do pr\u00f3prio conceito de Deus, chegando ao extremismo fan\u00e1tico, que \u00e9 a pr\u00f3pria nega\u00e7\u00e3o de Deus. Os crist\u00e3os unidos devem falar a uma s\u00f3 voz contra esse tipo de inimigo comum.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Os crist\u00e3os do Oriente M\u00e9dio vivem hoje grandes sofrimentos. Que repercuss\u00e3o a sua situa\u00e7\u00e3o particular pode ter nas Igrejas e para o ecumenismo?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante as persegui\u00e7\u00f5es, os crist\u00e3os de diferentes confiss\u00f5es misturaram o sangue derramado. Em toda a hist\u00f3ria da Igreja, da Igreja nascente at\u00e9 os dias atuais, os m\u00e1rtires s\u00e3o os santos que t\u00eam a gra\u00e7a de Deus em vasos de barro, que vivem realmente em seu interior a luz da transfigura\u00e7\u00e3o. No entanto, isso n\u00e3o pode tornar as Igrejas insens\u00edveis aos sofrimentos que muitos de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, todos os dias, s\u00e3o chamados a viver. E o desafio \u00e9 ainda maior, especialmente no Oriente M\u00e9dio e nos pa\u00edses em que nosso Senhor e os Ap\u00f3stolos caminharam e onde se consolidou a Igreja dos primeiros s\u00e9culos. O sofrimento n\u00e3o pergunta a que confiss\u00e3o o m\u00e1rtir pertence. Verdadeiramente, como diz o Papa Francisco, vivemos ainda um \u00abecumenismo de sangue\u00bb. O ecumenismo do sangue \u00e9 oferecido diante do altar celeste do Senhor por todos n\u00f3s, para que possamos apressar um ecumenismo de testemunho diante do mundo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Muitas vezes, por\u00e9m, \u00e9 feito um uso instrumental da religi\u00e3o&#8230;<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse uso \u00e9 um crime estranho \u00e0 pr\u00f3pria religi\u00e3o, que, infelizmente, tem repercuss\u00e3o sobre a vida e as rela\u00e7\u00f5es das nossas Igrejas. Devemos saber testemunhar, todos, que ningu\u00e9m tem o direito de matar em nome de Deus e que ningu\u00e9m tem direitos exclusivos de Deus, e estamos juntos por uma paz duradoura e justa, para que n\u00e3o prevale\u00e7am apenas as l\u00f3gicas do lucro e da explora\u00e7\u00e3o. Somente unidos os crist\u00e3os s\u00e3o cred\u00edveis e podem ser de grande ajuda para todos aqueles que sofrem por causa das muitas injusti\u00e7as que todos os dias s\u00e3o perpetradas contra inocentes. O \u00abecumenismo do sangue\u00bb, o sangue dos m\u00e1rtires, n\u00e3o pede vingan\u00e7a, mas interroga cada fiel, torna as Igrejas hoje, como no passado distante e recente, mais sens\u00edveis ao aflito apelo do sofrimento, \u00e0 supera\u00e7\u00e3o do preconceito, ao caminho comum.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3 style=\"text-align: left;\"><strong>Como o senhor avalia o percurso pol\u00edtico e civil da Turquia e como ele \u00e9 percebido pelas comunidades crist\u00e3s e pelas outras minorias?<\/strong><\/h3>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo pol\u00edtico e civil do nosso pa\u00eds teve desenvolvimentos positivos durante o governo do presidente Erdogan, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o das liberdades religiosas. Houve a autoriza\u00e7\u00e3o para celebrar a liturgia em lugares hist\u00f3ricos do cristianismo e a reestrutura\u00e7\u00e3o de alguns s\u00edtios de import\u00e2ncia para as Igrejas na Turquia. Apesar disso, resta muito a fazer. A percep\u00e7\u00e3o desse percurso ainda \u00e9 pouco compreendida nas comunidades crist\u00e3s e nas outras minorias religiosas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Quais s\u00e3o os perigos?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se sabe, a Constitui\u00e7\u00e3o da Turquia prev\u00ea que ele \u00e9 um pa\u00eds laico, em que todas as religi\u00f5es t\u00eam igual dignidade. Nos fatos, isso se revelou, \u00e0s vezes, por\u00e9m, contraproducente. Para salvaguardar a laicidade do Estado, o poder pol\u00edtico se introduziu nas escolhas e nas atividades das confiss\u00f5es religiosas, privando-as, assim, da liberdade de agir e reduzindo, de fato, os fi\u00e9is das minorias religiosas a cidad\u00e3os de segunda classe. Os Estados devem ser garantes de uma igualdade dos seus cidad\u00e3os. Os crist\u00e3os na Turquia s\u00e3o tamb\u00e9m cidad\u00e3os turcos e, por isso, devem ter as mesmas possibilidades dos cidad\u00e3os turcos mu\u00e7ulmanos. Deve haver para eles uma aten\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, \u00e9tica e materialmente mais clara. Um dos aspectos ainda controversos \u00e9, por exemplo, o reconhecimento jur\u00eddico da Igreja como entidade de direito p\u00fablico. Para o Patriarcado Ecum\u00eanico, a Turquia ainda n\u00e3o reconhece plenamente o seu <em>status<\/em> jur\u00eddico, a sua posi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica no mundo ortodoxo e, injustamente, ainda obstaculiza a reabertura da Escola Teol\u00f3gica de Halki.<\/p>\n<\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_7418\" aria-describedby=\"caption-attachment-7418\" style=\"width: 621px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.ecclesia.com.br\/news\/2013\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Papa_Patriarca.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-7418\" src=\"http:\/\/www.ecclesia.com.br\/news\/2013\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Papa_Patriarca.jpg\" alt=\"Papa_Patriarca\" width=\"621\" height=\"480\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-7418\" class=\"wp-caption-text\">Ao final do discurso do seu discurso, Papa Francisco pediu a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Patriarca Bartolomeu e se inclinou para receb\u00ea-la. Foi um gesto fortemente simb\u00f3lico que concluiu a jornada de s\u00e1bado, no segundo dia da viagem de Bergoglio \u00e0 Turquia. Foto: Reuters<\/figcaption><\/figure>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Voltemos \u00e0\u00a0unidade dos crist\u00e3os. Por que h\u00e1 tantas resist\u00eancias ao caminho rumo \u00e0 plena comunh\u00e3o? O que se tem a perder ou a defender?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja, no seu devir hist\u00f3rico, sempre seguiu o seu pr\u00f3prio povo na atividade pastoral, nunca avan\u00e7ando demais e sempre esperando por quem chegava com fadiga. Como m\u00e3e cuidadosa, ela se ocupa do crescimento espiritual e humano dos pr\u00f3prios filhos e, ao mesmo tempo, guia-os ao encontro com o Salvador. Isso tamb\u00e9m ocorre no di\u00e1logo ecum\u00eanico. A grande esperan\u00e7a suscitada em tantos crist\u00e3os e tamb\u00e9m nas hierarquias das Igrejas pelo encontro de Jerusal\u00e9m, em 1964, foi acompanhada tamb\u00e9m pelo ceticismo e, \u00e0s vezes, pela contrariedade de outros. No entanto, o impulso \u00e0 abertura e ao encontro que da\u00ed derivou foi muito mais forte do que qualquer resist\u00eancia. O mesmo tamb\u00e9m ocorre hoje. A purifica\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria hist\u00f3rica ocorre lentamente, com muita paci\u00eancia, mas o seu caminho \u00e9 impar\u00e1vel. E o di\u00e1logo teol\u00f3gico \u00e9 um exemplo disso. H\u00e1 a necessidade de gestos incisivos, que saibam envolver positivamente tamb\u00e9m aqueles que s\u00e3o c\u00e9ticos ou duvidosos. O di\u00e1logo pode e deve sempre enriquecer, nunca \u00e9 um fim em si mesmo e, certamente, n\u00e3o faz com que se perca a pr\u00f3pria identidade. N\u00e3o temos nada a perder e a defender.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Em 2016, ocorrer\u00e1 o grande S\u00ednodo da Igreja Ortodoxa. Poder\u00e1 ser um evento importante tamb\u00e9m para o di\u00e1logo ecum\u00eanico?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de tantos anos de prepara\u00e7\u00e3o e, por decis\u00e3o un\u00e2nime de todos os primazes das Igrejas Ortodoxas, ele ser\u00e1 convocado em Constantinopla. \u00c9 um fato novo que v\u00ea todas as Igrejas Ortodoxas reunidas, juntas, para discutir temas de car\u00e1ter administrativo e de interesse comum, a fim de apresentar a mensagem da Ortodoxia ao mundo \u00abcom um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 voz\u00bb. Um dos temas que envolvem essa grande c\u00fapula \u00e9 a vontade de continuar no di\u00e1logo ecum\u00eanico, di\u00e1logo que n\u00e3o pode n\u00e3o interessar \u00e0 Igreja em diferentes graus, mas deve ser amadurecido do mesmo modo por todos e em todos os lugares.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>O Bispo de Roma tamb\u00e9m ser\u00e1 convidado?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve ser uma decis\u00e3o de todos os primazes das Igrejas ortodoxas autoc\u00e9falas, mas a ruptura milenar da comunh\u00e3o eucar\u00edstica entre as nossas Igrejas ainda n\u00e3o permite a convoca\u00e7\u00e3o de um grande conc\u00edlio ecum\u00eanico. Estamos certos de que o nosso amado irm\u00e3o da Igreja de Roma estar\u00e1 conosco em comunh\u00e3o de ora\u00e7\u00e3o e pedimos a ele que reze por este nosso encontro hist\u00f3rico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><strong>Qual \u00e9 o seu desejo pessoal?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queira Deus que, em um futuro pr\u00f3ximo, haja o encontro das nossas Igrejas na vida sinodal uma das outras, para a gl\u00f3ria do nosso Deus na santa, consubstancial, vivificante e indivis\u00edvel Trindade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>FONTE:<\/h4>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><strong>FALASCA Stefania &amp; BARTOLOMEU I, Patriarca Ecum\u00eanico<\/strong> &#8220;Frente a frente, como irm\u00e3os, na fidelidade ao Evangelho&#8221;. Entrevista com Bartolomeu I [Online]\u00a0\/\/ IHU\u00a0\/ ed. 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